(Abre parênteses)
Eu sou totalmente apaixonada por animais!
Não importa a cor, a raça, a beleza...
Sofro com cada animal abandonado, mal tratado.
(Fecha parênteses)
A minha estória e a do Bê (como ele prefere ser chamado) começou em 2004 quando ele apareceu na rua onde moro.
Cheio de machucados, magro, sem forças nem para andar.
Aos poucos fui me aproximando dele - ele tinha medo das pessoas.
Foram duas semanas até eu conseguir conquistar sua confiança e poder começar a ajudá-lo.
Veterinário, muitos remédios, soro, cirurgias, sofrimento...
Com as feridas curadas e o corpo nutrido, se tornou o cachorro fofo e alegre que ele é hoje.
Durante esse tempo de recuperação eu precisava arranjar um lar definitivo para ele; pois, apesar de morar em uma casa, tenho 2 gatos que o Bê não suporta - quer ver a morte mas não quer ver a Carmem (minha gata...hahahaha)
Fofo!!
Mas o tempo foi passando e eu fui administrando cão x gato (já que conto com um quintal grande).
E meu amor e carinho pelo Bê foi ficando maior a cada dia.
Hoje, passados quase 3 anos com ele, vou precisar me separar.
....
Ao mesmo tempo que a minha alegria é grande - vou me mudar para um apartamento com o Cris e finalmente teremos a nossa "casa"...
Estou triste e com o coração apertado - do tamanho de uma ervilha - por não ter idéia de como achar uma família legal para o meu querido Bê.
(Abre parênteses)
- Por que eu não levo o Bê e tento dar os gatos!?
Primeiro , eu não queria me separar de nenhum deles.
Segundo, a minha gata Carmem é extremamente medrosa, apegada em mim. Até hoje - depois de 4 anos- ela ainda tem medo da campainha, do secador, do ratinho de pelúcia, das pessoas.Nenhum amigo meu conhece ela. Quando chega alguém ela se esconde e depois demora algumas horas para se recuperar do stress. Ela é muito complicada, iria morrer se eu desse ela.
O Bê já é festa total! Ama carinho, ama as pessoas. Seria mais fácil de se adaptar em outro lugar. (Fecha parênteses)

O Bê não tem raça, não é lindo, não dá status.
Mas o Bê é amigo, alegre, beijoqueiro, saudável, companheiro e grato.
O Bê é incrível! Um sobrevivente!
Agora estou eu aqui, com o tempo correndo...
Alegre e triste.
Sem prespectiva.
Quem vai querer o Bê, meu amorzão?
Com lágrimas nos olhos....